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A Filosofia na História Medieval: contributos para a história das mentalidades

Início: 27 de agosto

Objetivos

O curso pretende aproximar os especialistas e o público geral das correntes e conceitos filosóficos que coadjuvaram na formação das mentalidades durante o período medieval, quer em Portugal quer na Europa. O enfoque é o histórico, pelo que o percurso será cronológico, analisando em cada sessão um autor ou corrente filosófica. Desta maneira, os alunos poderão compreender melhor os contributos que a Filosofia tem dado à história, tanto através das ideias utilizadas na propaganda política, como através dos textos copiados, transmitidos e espalhados por toda a Europa. Igualmente, será objetivo do curso a análise pormenorizada do caso português, inserido no contexto europeu, sendo indicados os autores e as obras que circularam por terras lusas.

 

Programa

Sessão 1

I. História da história das ideais e das mentalidades (introdução historiográfica).

II. Metodologias para o estudo do impato histórico da filosofia medieval.

III. Pesquisa em arquivos: o “que?” e o “como?”. Ferramentas de pesquisa: bases de dados, repositórios, coleções, bibliografia

Sessão 2

I. Princípios filosóficos básicos: Deus, Homem, Natureza, Conhecimento, Ética, Tempo, Tradição, Política.

II. O comentário histórico sobre textos filosóficos.

Sessão 3

I. Origens: a transformação do platonismo e do aristotelismo em armas de construção massiva de discursos políticos.

II. Santo Agostinho e o augustinianismo.

III. Pséudo-Dionísio o Areopagita.

IV. Boécio.

V. Implicações históricas.

Sessão 4

I. A Filosofia ao auxílio das novas configurações políticas.

II. Centros de ensino e poder.

III. Alcuíno de Iorque.

IV. Escoto Erígena.

V. Anselmo de Cantuária.

Sessão 5

I. Hugo de São Vítor.

II. Alain de Lille.

III. Pedro Abelardo.

IV. Implicações históricas.

Sessão 6

I. A reconversão do discurso na filosofia muçulmana.

II. Correntes filosóficas (e políticas) no Islão.

III. Algazali.

IV. AlFarabi.

Sessão 7

I. Ibn Arabi e o sufismo.

II. Avicena.

III. Averróis.

IV. Implicações históricas.

Sessão 8

I. A Filosofia ao serviço das ciências: a contribuição dos filósofos judeus.

II. Elementos de diferenciação na filosofia hebraica.

III. Maimónides.

IV. Solomon ibn Gabirol.

Sessão 9

I. Abraham Ibn Ezra.

II. Hashdai Crescas.

III. José Albo.

IV. Abraham Zacuto.

V. Isaac Abravanel.

VI. Implicações historicas.

Sessão 10

I. Novos critérios de caraterização política: a Escolástica e as suas derivações.

II. Tomás de Aquino.

III. Alexandre de Hales.

IV. Alberto Magno.

V. Duns Escoto.

VI. Boaventura de Bagnorea.

VII. Roger Bacon.

VIII. Guilherme de Ockham.

IX. Álvaro Pelágio.

X. Petrus Hispanus.

XI. Implicações históricas.

Sessão 11

I. A Filosofia nas mãos dos poderes laicos: argumentação e poder.

II. Thomas Bradwardine.

III. Ramon Llull.

IV. Marsílio de Pádua.

V. Mestre Eckhart.

VI. Jean Buridan.

VII. Francesc Eiximenis.

VIII. Implicações históricas.

Sessão 12

I. A cisão entre Filosofia e Teologia: dois caminhos divergentes.

II. Os “-ismos” face à modernidade.

III. Nicolau de Cusa.

IV. Pico della Mirandola.

V. Marsílio Ficino.

VI. Nicolau Maquiavel.

VII. Erasmo de Roterdão.

VIII. Conclusão: as filosofias de aquém e de além-mar.

 

Bibliografia

Merino Abad, José Antonio. Historia de la Filosofia medieval. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos, 2001.

Luscombe, David. O pensamento medieval. Men Martins: Europa-América, 2000.

Kretzmann, Norman. The Cambridge history of later medieval philosophy : from the rediscovery of Aristotle to the desintegration of scholasticism 1100-1600. Cambridge: CUP, 1995.

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Francisco Diaz é doutor em História pela Universidade de Sevilha (Espanha, 2013) e Membro Integrado do Instituto de Estudos Medievais da Universidade Nova de Lisboa. Bolseiro de Pós-doutoramento com o projeto “A narrativa historiográfica como fonte para o estudo do papel sociopolítico dos clérigos no âmbito do Cisma e da Guerra dos Cem Anos (1337-1453)” (SFRH/BDP/107887/2015). Participou no Projeto DEGRUPE (Dimensão Europeia dum Grupo de Poder: os Eclesiásticos na construção das monarquias peninsulares, ss. XIII-XV) como Bolseiro de Investigação. Tem publicado trabalhos sobre a influência do pensamento do filósofo Ramon Llull, sobre o Cancionero de Juan Alfonso de Baena e sobre Teoria da História. Tem publicado 11 artigos em revistas especializadas com revisão por pares cegos, 8 capítulos de livro, 2 livros coordenados e 1 monografia.

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