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Seminário: "Os intelectuais portugueses durante o Estado Novo: percursos e posicionamentos"

O quê
  • cientifico
Quando 2017-06-19 09:00 até
2017-06-20 18:00
Onde Universidade de Évora, Palácio de Vimioso
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Organização:

  • Instituto de História Contemporânea - IHC - FCSH/NOVA
  • CEHFCi-UÉ
  • CHAM - Centro de Humanidades - FCSH/NOVA

 

Oradores:

    • Norberto Ferreira da Cunha (Universidade do Minho e IHC-FCSH/NOVA)
    • Fernando Catroga (FLUC e CHSC-UC)

 

Algum tempo após o golpe militar de 1926 toma forma um regime autoritário – o Estado Novo, cuja duração irá para além das expetativas dos intelectuais republicanos, muitos dos quais passam para a oposição, enquanto outros se aclimatam melhor.

Se a relevância dos intelectuais para as sociedades contemporâneas (Winnock) é incontestável, a polarização do campo intelectual (Bourdieu) durante o Estado Novo, caracterizada por profundas tensões político-ideológicas, é uma realidade pouco estudada na sua globalidade, encontrando-se personalidades num leque ideal-típico que vai do intelectual orgânico de Gramsci, que frequentemente integra a elite governante (Pareto), ao clerc de Benda com um ideal de pensamento livre e crítico, para além dos vínculos ideológicos.

Durante grande parte do Estado Novo, o prestígio do intelectual, que não integra a elite governante, resulta sobretudo da sua atividade pública, enquanto publicista, escritor de ideias ou produtor de obras artísticas, integrando movimentos culturais e associações cívico-políticas; apenas alguns dos intelectuais são académicos (cientistas, médicos, historiadores, etc).

Se numa primeira fase se destacam na agitação intelectual de oposição à Ditadura Militar e ao Estado Novo figuras associadas à «Renascença Portuguesa» ou à «Seara Nova», numa segunda fase, com o final da II Guerra Mundial, que levou muitos dos republicanos e democratas a idealizar uma abertura de regime, surgem personalidades e movimentos com outros referenciais (ligados por exemplo ao marxismo-leninismo tão presente na revista «Vértice»).

No pós-guerra há uma reestruturação do campo intelectual, mantendo-se uma forte interação entre gerações, fenómeno bem patente no MUD ou na candidatura do general Humberto Delgado.

Entrada livre.

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