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Última Lição: Homenagem a Diogo Pires Aurélio

Quando 2017-09-28
de 18:00 até 20:00
Onde Auditório 1 (Torre B, Piso 1)
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Título da Última Lição: "Imagens sem modelo. Figurações do povo na democracia representativa."

 

Apresentação Introdutória: André Santos Campos

 

Diogo Pires Aurélio licenciou-se em Filosofia na Universidade de Lisboa, em 1972, ano em que saiu de Portugal e obteve o estatuto de refugiado político da ONU, vivendo em Bruxelas até regressar a Portugal, em 1974. Completou depois, em 1982, a parte letiva do mestrado em Filosofia na NOVA FCSH, escola onde se doutorou em Filosofia Moderna, sob a orientação de Fernando Gil, e fez a agregação em Filosofia Moral e Política. Possui igualmente certificados de formação em Gestão IBM - Internacional Bussiness Marketing (PEDIP) e em Desenvolvimento de Estratégias Organizacionais (INA).


Docência
Foi professor na NOVA FCSH de 1982 a 2016. Membro do corpo docente do Departamento de Filosofia, onde leccionou Filosofia Política, que veio a ser o seu principal domínio de investigação, além de outras disciplinas, como Filosofia do Direito, Filosofia do Conhecimento e Filosofia Moderna. Durante vários anos, lecionou também no Departamento de Ciências da Comunicação e, mais tarde, no Departamento de Estudos Políticos. Pertenceu ao Conselho Consultivo da Biblioteca da Faculdade e foi membro da Comissão Pedagógica, coordenador da Licenciatura e, por dois mandatos, coordenador executivo do Departamento de Filosofia. Tem leccionado cursos em várias outras universidades, nacionais e estrangeiras, designadamente, na Universidade Católica Portuguesa, na Universidade de Santiago de Compostela, na USP (São Paulo), na Università degli Studi di Bologna e na Federal Fluminense (Rio de Janeiro).


Investigação
Membro fundador do Gabinete de Filosofia do Conhecimento, pertenceu depois ao IFL e é atualmente membro do IPRI. É ainda membro associado do Instituto de História do Direito e do Pensamento Político (Faculdade de Direito de Lisboa), vogal da direção do Seminário Spinoza (Espanha) e membro consultivo do Laboratório de Estudios Hum(e)anos (Univ. Federal Fluminense). Dirige a colecção Clássicos da Política, do Círculo de Leitores. Pertenceu, em dois mandatos, aos corpos dirigentes da Sociedade Portuguesa de Filosofia. Integrou diversos projetos de investigação, tendo sido investigador principal do projeto Global Justice and international Terrorism, financiado pela FCT. Foi colaborador da Enciclopédia Einaudi, diretor das revistas Prelo (INCM) e Leituras (BNP), membro do Conselho de redação de Análise e Cadernos de Filosofia. É membro do Conselho Consultivo dos Cadernos Espinosanos (São Paulo), referee das revistas Análise Social, Kairos – Journal of Philosophy and Science, e Kriterion – Revista de Filosofia da Universidade de Minas Gerais.


Publicações
De entre os livros do autor, salienta-se:

A Herança de Hölderlin (poesia), O Próprio dizer (estudos literários), Um fio de nada. Ensaio sobre a tolerância (Lisboa, 1996; São Paulo, 1910), A vontade de sistema (Lisboa, 1997), Imaginação e Poder. Estudo sobre a Filosofia Política de Espinosa (Lisboa, 2001), Razão e violência (Lisboa, 2007), Maquiavel & Herdeiros (2012), O mais natural dos regimes. Espinosa e a democracia (2014).

Publicou ainda:

O saber e o poder (em colaboração com Joaquim Aguiar, Manuel Villaverde Cabral e José Tribolet, Lisboa, 1998), e editou e prefaciou os livros Representação Política. Textos Clássicos (Lisboa, 2009), Sovereign Justice. Global Justice in a world of Nations (Berlin, New York, 2011), e Terrorism. Politics, Religion, Literature, (London, 2011).

É autor do prefácio da edição portuguesa do livro de Jacques Rancière O ódio à democracia (Lisboa, 2006).

Como tradutor de textos clássicos, traduziu e prefaciou o Tratado Teológico Político, de Espinosa (Lisboa, 1988, 2004; São Paulo, 2003, 2008); o Tratado Político, de Espinosa (Lisboa, 2008, São Paulo, 2010) e O Príncipe, de Maquiavel (Lisboa, 2008, São Paulo, 2017). Anteriormente, traduzira Política Monetária, de Suzanne de Brunoff (Lisboa, 1974).

Tem numerosos artigos, capítulos de livros e textos de comunicações publicados em revistas nacionais e estrangeiras.

Os seus livros foram recenseados ou comentados por diversos autores, como Joaquim Manuel Magalhães, Manuel Frias Martins, Eduardo Prado Coelho, Vasco Graça Moura, Guilherme d’Oliveira Martins, Francisco Saarsfield Cabral André Barata, Luísa Ribeiro Ferreira, Francisco José Martinez, Paulo Tunhas, Jesus Blanco Echauri, Évelyne Guillemeau, Marilena Chauí, Paolo Cristofolini, Márcia Arruda Franco, Luís Salgado Matos, António Paim, João Luís Lisboa e André Santos Campos.


Outras atividades profissionais

Enquanto estudante na Faculdade de Letras, fez simultaneamente o curso de técnico de Radio-Sondagem no Instituto de Meteorologia e Geofísica, após o que integrou, até 1971, os quadros de pessoal do referido instituto. Entre 1974 e 1987, foi redator dos jornais República e Jornal Novo, editorialista do Diário de Notícias, colaborador e crítico literário do Expresso, colaborador da RTP, diretor de informação da RDP. Ainda no domínio da Comunicação Social, foi Provedor do Leitor do Diário de Notícias, lecionou e orientou teses no mestrado em Comunicação e Cultura da Universidade Católica, e presidiu (2010-2015) à Comissão de Avaliação Externa dos cursos de Ciências da Comunicação (A3ES).

Foi ainda membro fundador e pertenceu à primeira direção do Clube Português de Imprensa, presidente (substituto) do Sindicato dos Jornalistas, e vogal da direcção do Association of European Journalists Board.

 

Prémios/Condecorações
2004 - Grande Benfeitor do Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro 
2009 – Prémio de Tradução Científica e Técnica da União Latina/Fundação para a Ciência e Tecnologia 
2009 - Menção Honrosa do Prémio de Tradução Científica e Técnica da União Latina/Fundação para a Ciência e Tecnologia 
2016 - Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (15 de Janeiro)

 

Desempenho de cargos públicos
Além de director de informação da RDP (1979-1980), foi administrador da INCM (1989-1995), Presidente da Comissão Nacional da UNESCO (1998-2002), Director da Biblioteca Nacional (2002-2005), Consultor da Presidência da República para os Assuntos Culturais (2006-2016).

Prestou, igualmente, serviços de consultoria ao Ministério da Educação, à Fundação Gulbenkian (Serviço de Educação e Bolsas) e ao Banco Santander Totta (membro do júri do Prémio Científico e bolsas do Programa Universitário Casa da América Latina/Santander Totta).

 

 

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