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III Inquérito Nacional ao Consumo de Substâncias Psicoativas

Conheça os resultados deste estudo realizado pelo CESNOVA.

O estudo, promovido pelo Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e das Dependências (SICAD) e elaborado pelo CESNOVA - Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa, unidade de investigação da FCSH/NOVA, no âmbito do III Inquérito Nacional ao Consumo de Substâncias Psicoativas na População Geral 2012, analisa as políticas de prevenção e controlo do consumo de álcool e drogas no local de trabalho.

Foi desenvolvido pelo docente do departamento de Sociologia da FCSH/NOVA e investigador Casimiro Balsa e pelas investigadoras Claúdia Urbano e Clara Vital do CESNOVA da Faculdade, tem como base as respostas de 6.817 trabalhadores e pessoas temporariamente desempregadas ou de baixa médica entre os 15 e os 64 anos conclui que o consumo destas substâncias é maior entre a população laboral, quando comparada com a população geral.

Revela que o consumo de tabaco e de drogas ilícitas é mais frequente na faixa etária entre os 15-34 anos, enquanto o álcool e os medicamentos são sobretudo consumidos pela população entre os 35 e os 64 anos.

Em relação ao tabaco, fumam mais os desempregados homens, solteiros ou divorciados, os quadros superiores, os trabalhadores não qualificados dos sectores primário e secundário e os agricultores, e menos os especialistas das profissões científicas e militares. Entre as mulheres, são as trabalhadoras dos serviços e vendas e administrativas que mais fumam.

O consumo excessivo de álcool regista-se sobretudo nos trabalhadores não qualificados dos sectores da agricultura, construção, indústria e serviços, mas também nos quadros superiores.

Os medicamentos são consumidos sobretudo por trabalhadoras mulheres não qualificadas dos sectores da construção, indústria e serviços, com mais de 15 anos de serviço, separadas, divorciadas ou viúvas.

Relativamente às substâncias ilícitas, o consumo é mais frequente nos homens e nas mulheres jovens adultos, com ensino superior (homens) e secundário (mulheres), e ainda nos técnicos de nível intermédio e mulheres de profissões científicas. Os homens solteiros e as mulheres separadas, divorciadas ou viúvas registam também maiores consumos.

O estudo, que introduz pela primeira vez a análise dos consumos na população laboral, conclui ainda que em apenas 21% das empresas existem regulamentos sobre o uso de álcool ou drogas no local de trabalho e que 87,6% das empresas não fazem acções de prevenção ou tratamento de problemas relacionados com álcool e drogas.

Leia o inquérito: aqui!

 

Mais informações: CESNOVA - Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa

E-mail: cesnova@fcsh.unl.pt

2014-06-26 16:45
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