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Aulas de Mestrado sobre Estética e Arte Contemporânea na Gulbenkian

Em resultado da parceria entre a Gulbenkian e o Departamento de Filosofia, a unidade curricular de Problemas de Arte Contemporânea incluirá sessões no Museu de Coleção Moderna.

A unidade curricular de Problemas de Arte Contemporânea, comum ao Mestrado em Estética e Estudos Artísticos e ao ramo de Estética do Mestrado em Filosofia, vai incluir, entre abril e maio, três sessões no Museu Calouste Gulbenkian/Coleção Moderna (antigo CAM).

As sessões serão conduzidas no segundo semestre por Maria João Mayer Branco, docente da unidade curricular, sempre ao sábado de manhã, em colaboração com três curadores: Filipa Oliveira, Nuno Faria e Paulo Pires do Vale.

  • 22 de abril - Filipa Oliveira e Maria João Mayer Branco refletem sobre três esculturas da musa paradisíaca;
  • 29 de abril - Nuno Faria e Maria João Mayer Branco refletem sobre o desenho na coleção permanente do Museu Calouste Gulbenkian/ Coleção Moderna;
  • 6 de maio - Paulo Pires do Vale e Maria João Mayer Branco refletem sobre Destruição, de Fernando Calhau.

Estas iniciativas constituem o primeiro resultado prático do protocolo de colaboração que o Departamento de Filosofia estabeleceu com a Gulbenkian na área da Estética e Filosofia da Arte.

 

Programa da unidade curricular
Problemas de Arte Contemporânea (2º semestre):
O seminário decorrerá em torno da seguinte pergunta: em que medida a criação artística depende da existência de uma comunidade?
Partindo da análise da noção kantiana de gosto ou sensus communis proposta na Crítica da Faculdade de Julgar e da leitura que Hannah Arendt propõe da mesma noção nas suas Lectures on Kant’s Political Philosophy, procurar-se-á esclarecer se e em que sentido e em que medida o juízo acerca das obras de arte determinam a própria possibilidade da existência de arte. Tal esclarecimento indicará, por um lado, o que pode estar em causa na hipótese de que a atividade dos artistas não é a única condição de possibilidade da criação artística; por outro lado, abrirá a discussão sobre o que significa defender, como faz Marie-José Mondzain, que na obra de arte está em jogo a possibilidade de um autor fazer aparecer uma comunidade de espetadores. A discussão teórica dos problemas propostos remeterá, por sua vez, para uma atenção a obras e artistas específicos representados na coleção do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, onde terão lugar três sessões do seminário com os curadores Paulo Pires do Vale, Filipa Oliveira e Nuno Faria.

2017-02-06 15:15
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