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CHAM ilumina a noite na NOVA FCSH

Colóquio "Lembrar-me-ei desta noite, nem que viva mil anos” analisa, de um ponto de vista histórico, questões relacionadas com a noite.

Em resposta à escassez de produção historiográfica especificamente dedicada à noite, o CHAM propõe uma abordagem ao tema numa perspetiva histórica, centrado na Época Moderna (séculos XV a XVIII). "Lembrar-me-ei desta noite, nem que viva mil anos": Ritmos, vivências e perceções da noite na Época Moderna” é o nome completo do evento, que terá lugar nos dias 17 e 18 de abril no Auditório 1 e será composto pelos painéis de discussão “Os poderes e a noite”, “À noite, nas ruas”, “A noite no espaço privado” e “Encenações e representações”.

O objetivo do encontro é analisar, sob ponto de vista histórico, questões relacionadas com noite. Também se dará respostas a questões como as relações e articulações entre os poderes e a noite, os traços estéticos e simbólicos que surgem na arte, nas festas e nas devoções, reflexões e desvios nos comportamentos e crenças suscitados pelo recolhimento noturno e, nas ruas, as personagens e as dinâmicas que habitam e configuram a noite.

Nas palavras da organização, o colóquio surge pela perceção de que “a dualidade da noite é uma realidade de todos os tempos e de todas as civilizações. A chegada da escuridão sempre alterou os ritmos da vida humana, intimamente relacionados com o ciclo da luz natural. Para a generalidade da sociedade, o pôr-do-sol anuncia abrandamento e recolhimento, à medida que o dia de trabalho dá lugar às horas de descanso. Mas, na sua outra face, a noite fomenta divertimentos, intimidades e vícios que lhe são próprios. Para uns, surgem oportunidades para o segredo, a insubordinação ou o desvio. Para outros, as trevas e os seus mistérios inspiram a devoção, a introspeção ou o temor”, descreve o website do CHAM, o centro de investigação da NOVA FCSH responsável pelo evento.

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2018-03-21 11:45
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