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José Mattoso

2.º Director da FCSH/NOVA (1986 a 1988). É o mais reputado historiador medievalista português, especializado na história das ordens religiosas e da aristocracia. Foi condecorado Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago de Espada em 1992.

Nascido em Leiria, a 22 de Janeiro de 1933, licenciou-se em História na Universidade Católica de Louvain, tendo ingressado na vida religiosa. Foi durante vinte anos monge da Ordem de São Bento, vivendo na Abadia de Singeverga e usando o nome de Frei José de Santa Escolástica. Doutorou-se em 1966 em História Medieval, também pela Universidade Católica de Louvain, com a tese Le Monachisme ibérique et Cluny: le monastères du diocese de Porto d’al mille à 1200.

Retornou à vida laica em 1970, dando continuidade à carreira académica iniciada em 1969. Foi investigador no Instituto de Alta Cultura, no Centro de Estudos Históricos da Universidade de Lisboa e assistente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Ascende a professor catedrático no Departamento de História da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/NOVA), na qual foi Director, bem como fundador do Instituto de Estudos Medievais (IEM), unidade de investigação desta Instituição, da qual é ainda membro investigador.

Recebeu, em 1985, o prémio de História Alfredo Pimenta, atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Foi vice-reitor da Universidade Nova de Lisboa entre 1991 e 1995. Exerceu ainda as funções de presidente do Instituto Português de Arquivos, de 1988 a 1990, e de director da Torre do Tombo, na qual procedeu a uma reorganização dos serviços entre 1996 e 1998.

Colaborou, a partir de 1999, com o Arquivo Mário Soares na recuperação do Arquivo Nacional e do Arquivo da Resistência de Timor-Leste, onde viveu e leccionou no Seminário Maior de Díli. Escreveu, depois desta experiência, em 2005, o livro A dignidade. Konis Santana e a resistência timorense.

É autor de uma extensa bibliografia no âmbito da História Medieval Portuguesa, destacando-se as obras A Nobreza Medieval Portuguesa, Poderes Invisíveis, Naquele tempo, Ricos-Homens, Infanções e Cavaleiros, Fragmentos de Uma Composição Medieval, O reino dos mortos na Idade Média, D. Afonso Henriques e Identificação de Um País. Dirigiu também uma edição de oito volumes da História de Portugal (1993-1995) e ainda as obras colectivas História da vida privada em Portugal e Património de origem portuguesa no mundo.

Foi premiado por várias vezes: recebeu o Prémio Pessoa em 1987, o Prémio Internacional de Genealogia Bohüs Szögyeny em 1991 e o Troféu Latino em 2007.

Em Maio de 2010, foi nomeado Presidente do Conselho Científico das Ciências Sociais e Humanidades da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), cargo que exerceu até ao final de 2011.

Foi distinguido em 2012 com o Prémio Nuno Viegas Nascimento, para o seu projecto "Património de Origem Portuguesa no Mundo: Arquitectura e Urbanismo. Património de influência Portuguesa".

A FCT criou, em reconhecimento do prestígio científico e intelectual do Prof. Doutor José Mattoso no início de 2012, as Bolsas de Investigação José Mattoso, dirigidas a estudantes de mestrado e doutoramento e cujo objectivo é incentivar o estudo em áreas de investigação histórica relativas ao desenvolvimento da Ciência em Portugal.

2013-01-22 16:35
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