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LABOH promove dias de portas abertas

18 e 19 de dezembro - Laboratório de Antropologia Biológica e Osteologia Humana da NOVA FCSH convida a comunidade académica a conhecer o seu espaço por dentro.

Dar a conhecer as suas atividades à comunidade académica é o objetivo dos dias abertos, a realizar de 18 a 19 de dezembro, do Laboratório de Antropologia Biológica e Osteologia Humana (LABOH) da NOVA FCSH, integrado no Centro em Rede de Investigação Antropológica (CRIA).

O LABOH teve início como incubadora de estágios curriculares na área da Antropologia Biológica no Departamento de Antropologia da NOVA FCSH. Serviu de plataforma introdutória aos métodos e técnicas de análise em osteologia humana e decorrente aplicação na reconstrução de padrões de doença e comportamento no passado e em antropologia forense. Após quatro anos de atividade, o LABOH adquire agora um renovado espaço físico e ambiciona novas metas, procurando ser inovador na abordagem do estudo do ser humano e a simbiose de métodos e técnicas de várias áreas de estudo (e.g. ciências digitais, artísticas, tecnológicas ou outras).

É objetivo central do LABOH o estudo do ser/grupos humano(s) numa perspetiva interdisciplinar, cruzando os dados da biologia com fatores ambientais, culturais e sociais, introduzindo também abordagens inovadoras de modo a fomentar o desenvolvimento da antropologia em Portugal, designadamente da antropologia biológica.

Atualmente, as linhas de investigação em curso no LABOH centram-se no estudo de espólio osteológico humano e focam:

  • Questões éticas e legais associadas à utilização de material osteológico humano – recuperado em contextos arqueológicos e forenses, ou associado a coleções identificadas – no ensino e na investigação;
  • A interpretação do passado com base na análise paleobiológica de material ósseo e fóssil, cruzando várias disciplinas e/ou áreas de estudo: a paleopatologia, a paleodemografia, a variabilidade humana, a paleoantropologia e a primatologia (numa base comparativa);
  • A discussão de métodos e técnicas empregues na inferência do perfil biológico (i.e. idade à morte e diagnose sexual) e categorização de indivíduos;
  • Questões relacionadas com a biologia do tecido ósseo, incorporados dados biomoleculares e histológicos, e suas interligações com a saúde/doença no passado e no presente;
  • A exploração de dados etnográficos e arquivísticos como complementos de análise osteológica para a reconstrução de padrões comportamentais e de saúde no passado.

2017-12-06 11:00
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