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Lançamento de “Autorregulação dos Media em Portugal e Estudos de Casos”

23 de março - Os atropelos dos media e a inobservância de regras deontológicas despertaram o interesse de Ana Barbosa Gavela, antiga mestranda da FCSH/NOVA.

O que acontece, em Portugal, aos jornalistas que não cumprem o Código Deontológico e o Estatuto do Jornalista? É a pergunta que lança o debate e apresentação de uma publicação que terá lugar, às 18h do dia 23 de março, na Casa da Imprensa. A investigação é de Ana Barbosa Gavela, mestre pela FCSH/NOVA orientada por Arons de Carvalho, que faz uma viagem por diversos casos de coberturas jornalísticas onde as problemáticas éticas são o principal motivo de reflexão.

“Autorregulação dos Media em Portugal e Estudos de Casos: O que acontece a quem não cumpre o Código Deontológico/Estatuto do Jornalista” é, segundo a autora, lançado num momento de crise e transformação do jornalismo, quando as questões da regulação ética são uma das vias que marca a diferença entre um jornalismo credível, de qualidade e ao serviço dos cidadãos e as práticas comunicativas e de entretenimento corporativas e polarizadas que abundam no mundo comunicacional da pós-verdade.

Carla Baptista, Arons de Carvalho e Paulo Faustino, investigadores do Pólo FCSH/NOVA do CIC.Digital, participam na sessão de lançamento que teve a chancela da Media XXI.

Ana Barbosa Gavela é licenciada em Direito pela Universidade Moderna de Lisboa. mestre em Ciências da Comunicação e membro pólo FCSH/NOVA do CIC.Digital.

A entrada é livre!


Sinopse da editora: O Jornalismo é hoje alvo de inúmeras pressões da corporação jornalística e das forças políticas, económicas e sociais que muito dificultam a construção isenta das notícias, encontrando-se, muitas vezes, as linhas editoriais dos órgãos de comunicação vinculados a interesses estranhos à isenção que deve caracterizar a atividade jornalística. Esta é uma realidade que tem levado a que muitos jornalistas cometam frequentes violações ao Código Deontológico. Por sua vez, a autonomia e a independência dos jornalistas têm sido postas em causa, muito, pela precarização das relações laborais.
Neste sentido, a autorregulação tem um papel determinante, que é o de garantir a autonomia face ao Estado, promovendo a independência e a liberdade dos media. Contudo, ela está hoje sujeita a pressões e lóbis de interesses corporativistas, em detrimento do público, ferida de falta de independência e de credibilidade. Estas são razões pelas quais a autorregulação se encontra, atualmente, e mais do que nunca, numa situação de extrema fragilidade e descredibilização.
É este o contexto real e atual do jornalismo em Portugal e no resto do mundo. Mas é este mesmo jornalismo que não pode baixar os braços. Todos os seus agentes têm de continuar a acreditar que a única via possível para salvar o jornalismo é através da ética e da deontologia, os pilares que sustentam o jornalismo e a sua autorregulação. Uma autorregulação que precisa urgentemente de renascer com eficácia.

2017-03-17 15:45
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