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Novo livro de Mário Vieira de Carvalho revisita a obra de Fernan­do Lopes-Graça

Quatro ensaios de Mário Vieira de Carvalho fazem uma revisão crítica de um dos momentos mais polémicos da "competição" pela modernidade musical em Portugal.

O novo livro de Mário Vieira de Carvalho, professor catedrático jubilado da NOVA FCSH e investigador integrado do Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical (CESEM), revisita o pensamento e a obra de Fernan­do Lopes-Graça (1906-1994) em quatro ensaios. É lançado a 22 de fevereiro pelas 17h00 no Salão Nobre da Academia das Ciências de Lisboa, com apresentação de Manuel Ferreira Patrício e José Barata Moura.

Em Lopes-Graça e a Modernidade Musical, editado pela Guerra e Paz, serão postas em evidência as circunstâncias mais agitadas da competição pela modernidade musical em Portugal. De acordo com a editora, "a modernidade de Lopes-Graça – verbalizada como projecto esté­tico ou manifesta na sua música, na sua visão do mundo e na sua acção cultural e política – é um processo emergente a partir da constelação de possibilidades que a ancoragem num certo e determinado aqui e agora lhe podia oferecer".

O autor demonstra-nos esse processo, que desenvolve "no confronto com algumas das ques­tões mais cruciais e controversas que marcam a modernidade em arte e, em particular, na música". Estas problemáticas serão "aqui passadas em revista em várias ten­sões entre autonomia da arte e militância política; a dicotomia forma/conteúdo; o conceito de música nacional e a dialéctica local/universal; a abertura à contingência contraposta à crença num progresso linear".

Veja também: A Última Lição de Mário Vieira de Carvalho

Mário Vieira de Carvalho, professor jubilado do Departamento de Ciências Musicais da NOVA FCSH, fundou em 1997 o Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical (CESEM), unidade de investigação da Faculdade. É sócio Correspondente da Academia das Ciências de Lisboa, membro da Direcção da Academia Europeia do Teatro Lírico, do Conselho Cultural da Fundação Eça de Queirós, do PEN Clube Português e da Associação Internacional de Sociologia. De 2005 a 2008 exerceu ainda o cargo de Secretário de Estado da Cultura no XVII Governo Constitucional.

Como professor convidado regeu cursos de Sociologia da Música nas universidades Humboldt de Berlim (2000), Innsbruck (2001), São Paulo (2002) e Minho (2004). Em 1986, recebeu a Medalha Liszt, atribuída pela República da Hungria. É autor de mais de uma centena de publicações científicas sobre história, estética e sociologia da música.

2018-02-20 16:20
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