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Pluralismo em risco na Europa

Centre for Media Pluralism and Media Freedom analisa o pluralismo nos media europeus e concluiu que nenhum país está isento de riscos. Em Portugal o estudo é coordenado pelo CIC.Digital.

O pluralismo na Europa está em risco, concluiu o Centre for Media Pluralism and Media Freedom (CMPF) após ter examinado notícias publicadas nos media de 30 países europeus. “Há muito espaço para melhorar quando se trata de proteção contra interferências comerciais e políticas nos media e no acesso aos media para as mulheres e as minorias”, afirmou o diretor do CMPF e coordenador do estudo europeu, Pier Luigi Parcu.

Embora a maioria dos países em geral tenha salvaguardas regulamentares básicas para o pluralismo nos meios de comunicação, alguma erosão da liberdade de expressão e da proteção para jornalistas pode ser identificada em cerca de um terço dos países. O pior cenário para proteções básicas é analisado na Turquia. Apenas alguns países obtêm baixo risco nas áreas de independência política, pluralidade do mercado e inclusão social.

Neste estudo participou uma equipa portuguesa do CIC.Digital (Pólo FCSH/NOVA), constituída pelos investigadores e docentes do Departamento de Ciências da Comunicação da FCSH/NOVA, Rui Cádima, que coordenou a parte portuguesa do estudo, Carla Baptista, Luís Oliveira Martins e Marisa Torres da Silva. A análise de caso português pode ser consultada aqui.

Principais conclusões:

A propriedade dos media está altamente concentrada e isso constitui uma barreira significativa para a diversidade da informação e pontos de vista representados no conteúdo dos media.

A falta de transparência da propriedade dos media é uma realidade em muitos países, o que torna difícil para o público entender os preconceitos no conteúdo.

A autonomia editorial é um dos aspetos mais vulneráveis ​​dos sistemas de media, assim suscetíveis às influências comerciais e políticas.

Muitas das autoridades de media em toda a Europa enfrentam fortes pressões políticas, em particular quando se trata de procedimentos de nomeação e composição das autoridades.

A maioria dos países apresenta riscos significativos em relação à literacia mediática ou por não ter uma política nessa área, ou por tê-la insuficientemente desenvolvida, ou por não dedicar atenção ao ensino de literacia mediática dentro e fora das escolas.

Muitas das minorias que residem na UE não têm acesso adequado aos media, sendo que os media comunitários são inexistentes em vários países.

Nenhum dos países obteve baixo risco na representação das mulheres como sujeitos e fontes nas notícias, o que indica que as mulheres podem estar fortemente sub-representadas na media em toda a Europa.

2017-06-08 15:20
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