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Política e Cultura na Imprensa Periódica Colonial

22 a 25 de maio - Congresso internacional destaca a necessidade de reavaliar o lugar da imprensa periódica nos tempos coloniais.

O Congresso é promovido pelo Grupo Internacional de Estudos da Imprensa Periódica Colonial do Império Português (GIEIPC-IP) e pelo Grupo Pensando Goa, sendo organizado pelo CHAM, centro de investigação da Faculdade, em parceria com o CEI-ISCTE e o CEC-FLUL, para além de um vasto conjunto de parceiros – CESA, Memórias d’África e d’Oriente, BNP, Fundação Mário Soares-Casa Comum, CPLP, Centro de Documentação 25 de Abril, ANTT, Real Gabinete de Leitura do Rio de Janeiro.

Terá lugar, no dia 22 de maio, no Auditório A da Reitoria da NOVA e na FCSH/NOVA - Torre B, Auditório 1 e 2. No dia 23 de maio, decorre no Edifício II, ISCTE-IUL; a 24 de maio na Faculdade de Letras e no dia 25 de maio na Biblioteca Nacional de Portugal.

Conta com os patrocínios da FCT, Fundação Oriente e Fundação Calouste Gulbenkian e com o apoio do jornal Público.

O congresso reúne uma centena de investigadores, nacionais e estrangeiros, num total de 17 painéis temáticos. Destacam-se duas conferências com oradoras de renome internacional:

- A imprensa colonial portuguesa: silêncios, fragmentos e falsos firmamentos - por Jeanne Marie Penvenne, docente da Universidade de Tufts, Medford Massachusetts (22 de maio, 10h – Auditório B, Reitoria da NOVA);

-  Tom e temperamento – o jornal como género universal - por Rochelle Pinto, investigadora do Nehru Memorial Museum and Library, Nova Deli (24 de maio, 17h30 - Anfiteatro III, FLUL).

De salientar ainda uma Mesa Redonda "Memórias do Jornalismo (Anti)Colonial", a 23 de maio, às 16h30 no ISCTE-IUL, com a participação de Adolfo Maria, Carlos Veiga Pereira, Diana Andringa, Donato Ndongo, Fernando Dacosta, Rogério Beltrão Coelho, Joaquim Furtado, Joaquim Vieira e José Luís Hopffer Almada.

Terá lugar, no último dia, o "Encontro Bibliotecas, Arquivos e Investigadores: um Encontro Internacional" que pretende lançar um projeto de cooperação internacional.

No debate conceptual das últimas décadas, a realidade dos Impérios, não só coloniais, sobressai enquanto constituinte de redes e hierarquias de locais, bem como promotora de uma multiplicação de centros dinamizadores dentro e fora da Europa.

Esta perspetiva vem originando uma nova atenção aos impérios enquanto espaços físicos de mobilidade e circulação de pessoas, bens, tecnologias, saberes e ideias, e à dimensão transfiguradora e criadora dessa mobilidade e circulação. Sem apagar as relações desiguais subjacentes à realidade colonial, estes pontos de reflexão permitem abordagens historiográficas mais atentas à diversidade de agentes e das fontes intelectuais de reflexão sobre a modernidade. A provincialização da Europa colonialista implica, de facto, outras formas de encarar as metrópoles imperiais, incluindo-as no ‘mundo colonial’ e perspetivando-as como espaços de confluência e de trânsito de pessoas e debates, num movimento constitutivo da sua realidade.

Neste quadro, sublinha-se a necessidade de reavaliar o lugar da imprensa periódica nas configurações conceptuais e nas dinâmicas atrás referidas. Foi na imprensa periódica que os intelectuais sobretudo exprimiram, debateram e viram debatidas tanto as ideias em defesa dos regimes coloniais, quanto as posições mais críticas dos mesmos, que nalguns casos evoluíram em discursos abertamente anticoloniais.

Informações adicionais no website do Congresso.

2017-05-18 15:00
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