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RAPublicar

Soraia Simões, investigadora do Instituto de História Contemporânea, publica audiolivro sobre os primeiros passos do RAP em Portugal.

A Editora Calendoscópio lançou, no dia 25 de junho, a obra “RAPublicar. A micro-história que fez história numa Lisboa adiada: 1986 – 1996”, da investigadora Soraia Simões. Trata-se de um audiolivro com cerca de 18 horas de recolhas de entrevistas dirigidas pela autora entre 2012 e 2016 que procura cruzar as principais linhas de discussão neste campo e em torno de disciplinas como q história contemporânea e os estudos de música e cultura populares nestes anos (1986 - 1996) com o discurso e partilha de memórias e testemunhos de alguns dos seus principais sujeitos da história.

Segundo a investigadora do Instituto de História Contemporânea, "ao usar a oralidade de um modo claro os dados da minha análise com as experiências vividas pelos protagonistas procurei duas coisas. Em primeiro lugar uma leitura renovada sobre a história da cultura e sociedade portuguesas nestes anos tendo a expressão do RAP como vetor principal, por outro lado demonstrar como algumas das principais alíneas temáticas hoje no campo das ciências sociais foram levantadas, no campo da música e cultura populares, nestes anos por, não todos mas, alguns destes atores e atrizes e estão hoje a ser escrutinadas e à procura de respostas. Achei que eles e elas podiam/deviam fazer parte dessa discussão, especialmente porque as levantaram num período em que as mesmas, por várias razões, que as conversas (a oralidade) explanam foram sendo adiadas. Editar o que foi grande parte do meu trabalho de campo num audiolivro que é também um caderno de notas mesmo sob o ponto de vista do grafismo, homenageando assim o poeta/dizedor/rapper e MC destes anos e as dezenas de sebentas que me cederam durante estes anos de pesquisa (o qual transcrito serve a minha tese no âmbito académico) foi o modo como achei ser possível devolver essa memória, e a importância do que está inscrito nela, à sociedade  e à cultura popular da segunda metade do século XX. Permitindo que os mesmos contem, através das questões que lhes são colocadas, essa perspectiva histórica e a sua relevância num quadro social em profunda transformação".

Leia a notícia no Público

2017-06-27 12:04
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