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Estudo do IELT difundido por todo o mundo

Sara Silva, investigadora do IELT, é coautora de trabalho publicado na Royal Society Open Science. O artigo afirma que alguns contos de fadas têm 6 mil anos e foi notícia em todo o mundo.

A origem de alguns contos de fadas é mais antiga do que se pensa e remonta até à Idade do Bronze, segundo um estudo internacional coassinado por Sara Graça da Silva, investigadora do Instituto de Estudos de Literatura Tradicional (IELT). O trabalho, realizado em coautoria com Jamie Tehrani (do Centro para a Co-Evolução da Biologia e da Cultura), recorre à biologia para concluir que algumas histórias de transmissão oral "têm heranças ancestrais comuns" e remontam a um período entre 2500 a 6000 anos atrás.

Nomeado "Comparative phylogenetic analyses uncover the ancient roots of Indo-European folktales", o artigo foi publicado na prestigiada Royal Society Open Science, uma revista recente e interdisciplinar de acesso aberto que honra o forte legado científico da Sociedade, abrangendo investigação original de alta qualidade na área das ciências. O estudo debruça-se sobre as origens dos contos tradicionais, em especial “Tales of Magic”, recorrendo a metodologias filogenéticas inicialmente usadas na biologia evolutiva e analisou 275 tipos de contos em 50 populações Indo-Europeias representadas no catálogo de Aarne Thompson Uther (ATU). Os resultados obtidos foram entusiasmantes e apontam para raízes bastante antigas de alguns contos, entre os quais “The Smith and the Devil”.

Desde que foi publicado no dia 20 de janeiro, o estudo mereceu milhares de visualizações e uma considerável cobertura mediática em vários jornais e programas de rádio, exemplos dos The Washington Post, The Guardian, Sky News, Science News, Phys.org., Smithsonian, The Telegraph, ABC News, Die Presse, Business Insider, The Times of India, entre muitas outras dezenas de órgãos de comunicação.

Segundo os investigadores, a história de "A Bela e o Mostro" poderá ter alguns milhares de anos

2016-01-22 15:40
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