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Nuno Artur Silva dá masterclass sobre 'As ficções e os media'

O autor e produtor, que é antigo aluno da NOVA FCSH, participa esta quinta-feira (12) no ciclo '40 Anos, 40 Masterclasses'.

Nuno Artur Silva, fundador das Produções Fictícias, com um longo percurso na autoria e produção de ficção em Portugal, nomeadamente na televisão, regressa à NOVA FCSH para uma masterclass dedicada ao tema, intitulada 'As ficções e os media'. Esta quinta-feira (12) às 18h00.

Em conversa com o site da Faculdade, explica que nesta aula aberta vai falar "da importância das histórias e da construção das mitologias". De acordo com o produtor, "vivemos de acordo com as ficções em que acreditamos", o que o leva a defender que "a força de uma comunidade depende da qualidade das suas mitologias", algo que acontece desde a antiguidade clássica.

Na masterclass, Nuno Artur Silva fará sempre a ligação do tema ao seu próprio percurso pessoal, desde o início como pequeno produtor, numa produtora independente, até à passagem pela administração do serviço público de media, na RTP.

Assim, esta aula será também uma reflexão sobre o "estado atual na criação de ficções, alicerçadas nos media, em particular nas séries, hoje não só presentes na televisão, mas sobretudo na internet". Além disso, serão também postos em perspetiva o peso do audiovisual português e do serviço público de media na construção da identidade e da cultura portuguesas.

Da criação das 'Produções Fictícias' à administração da RTP

Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas pela NOVA FCSH, Nuno Artur Silva começou o seu percurso profissional como professor do ensino básico e secundário. A carreira no audiovisual inicia-se em 1990, como autor de sketches humorísticos do programa Joaquim Letria.

Deste lançamento como guionista até lançar as Produções Fictícias (PF), uma agência de autores e guionistas de humor, passaram apenas três anos. Desde 1993 até aos dias de hoje, a PF ficaria associada a vários dos mais célebres formatos humorísticos portugueses, como o Herman Enciclopédia, as várias séries dos Gato Fedorento ou Os Contemporâneos. No entanto, a sua influência alargar-se-ia também a outros tipos de formato, dos quais são exemplos Inspetor Max ou Sociedade Anónima, e ficou consubstanciada na criação, em 2010, do Canal Q.

Nuno Artur Silva foi nomeado administrador da RTP para a área dos conteúdos em 2015, cargo que manteve durante três anos. Entre os vários projetos que desenvolveu, foi da sua responsabilidade o estabelecimento de uma linha de séries no canal público, onde pontificaram produções em todos os géneros, desde o drama à comédia, passando pela recriação histórica. 1986, Dentro, Ministério do Tempo ou Madre Paula foram alguns dos títulos mais bem-sucedidos.

2018-04-11 13:15
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