Acções do Documento

Os dias em que a memória vai à ópera

“Memórias da Ópera: São Carlos” é uma iniciativa do IHC que celebra este género musical com visitas guiadas, workshops e ações de partilha de memória. De 4 a 6 de maio, com entrada livre.

A história da ópera em Portugal vai ser celebrada pelo Instituto de História Contemporânea (IHC) no Teatro Nacional de São Carlos (TNSC) com três dias de atividades, onde o objetivo será o de conhecer, organizar e divulgar o património associado à ópera em Portugal. O contributo central do centro de investigação da NOVA FCSH passa pela realização da iniciativa “Memórias da Ópera” onde, à semelhança de outras iniciativas semelhantes, pede-se ao público anónimo que traga para registo objetos relacionados com o tema, ou simplesmente testemunhos orais que serão gravados para memória futura. Para participar basta ir até à zona da bilheteira até 6 de maio (domingo) e trazer histórias para contar ou objetos de interesse como bilhetes, programas de sala, fotografias ou autógrafos.

O programa inicia-se às 10h de sexta-feira, dia 4, com a abertura da exposição “Memórias da Ópera”, com imagens do Arquivo RTP e peças do Centro Histórico do TNSC. À mesma hora inicia-se o registo de testemunhos orais e objetos trazidos pelo público e as visitas guiadas ao Teatro, repetidas diariamente às 10h30, 12h, 14h30 e 16h. Os lugares são assegurados por ordem de chegada e cada visita tem um máximo de 20 participantes.

Enquanto estas atividades têm lugar, o Foyer do Teatro acolhe eventos que abordam o universo da ópera de modo plural. "Nova Op-Era" e "Ópera e Loucura" são os temas das palestras dos compositores Miguel Azguime e Alexandre Delgado agendadas para a manhã de dia 4. Segue-se uma conferência sobre os projetos de investigação em ópera da Escola Superior de Música de Lisboa e, em jeito de antestreia, uma apresentação de excertos de Memória | okiya flor, nova ópera da aluna da ESML Erica Liane.

No sábado, dia 5, há espaço para "Um olhar sociológico retrospetivo sobre o Teatro de São Carlos" por Mário Vieira de Carvalho, depois da palestra "Os teatros régios portugueses: vestígios da sua memória", de Aline Hall de Beuvink. À tarde, música: Mulheres à beira de um ataque de nervos, projeto dos alunos do Atelier de Ópera da ESART de Castelo Branco com encenação de Mário João Alves, e um recital de canto dos alunos da Professora Liliana Bizineche (Universidade de Évora).

O lado técnico do canto é abordado no último dia, no domingo, pelo grupo OperaWave. Um workshop sobre a fisiologia do canto lírico explora o corpo enquanto instrumento musical com exercícios de voz, postura, respiração e expressão dramática. Seguem-se as palestras "O aparelho vocal e o canto" por Maria Caçador, otorrinolaringologista, e "O cérebro e o canto", por Alexandre Castro Caldas, neurologista.

A fechar o programa, o barítono Job Tomé canta Liszt com o Quarteto de Cordas Transmontano, grupo formado por docentes do Instituto Politécnico de Bragança e da Escola Profissional de Arte de Mirandela.

Memórias da Ópera é uma iniciativa do Teatro Nacional de São Carlos que conta com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura e da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, enquadrando-se no Programa Ciência e Cultura (Ciclo C2- Diálogos Cruzados). Integra ainda o programa do Ano Europeu do Património Cultural 2018.

Consulte o programa completo



2018-05-03 11:37
Topo da Página
classificado em: