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Podemos ir ao passado fazer reportagens? Manuela Goucha Soares responde na masterclass desta terça-feira

A jornalista do semanário Expresso vem à NOVA FCSH falar de um passado essencial para o futuro do jornalismo.

Manuela Goucha Soares foi das primeiras alunas de Comunicação Social da NOVA FCSH, nos tempos das festas de chapéus e  dos “Media Fantásticos”. Daí ao Expresso foi um pulinho: comemorou 30 anos de carreira neste semanário no passado dia 17 de outubro, com direito a bolo, numa relação que apelida de “longa, intensa, cúmplice, cheia de partilhas”, diz no seu Facebook.

É em jeito de celebração, mas sobretudo de partilha que Manuela Goucha Soares vem à NOVA FCSH dar uma masterclass que começa com a pergunta “Podemos ir ao passado fazer reportagens”? É já nesta terça-feira, 23 de outubro, às 18 horas, no Auditório 1. A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.

“A investigação jornalística pode ser o início de uma viagem diacrónica, um mergulho em acontecimentos intencionalmente silenciados ou que simplesmente caíram no esquecimento”, adianta. Recuperar a primeira viagem de Estado de um Presidente da República português, ou fornecer uma informação totalmente esquecida sobre uma eventual incidência de cancro na família do capitão Salgueiro Maia são registos de um passado que tem lugar neste género nobre. Numa altura em que o jornalismo é marcado pela vertigem da instantaneidade, não “basta dizer aconteceu, é preciso entender porque razão aconteceu”, reforça.

Manuela Goucha Soares é jornalista desde 1987. Suspendeu esta atividade profissional duas vezes: a primeira entre dezembro de 2000 e janeiro de 2003, quando foi assessora de imprensa do ministro da Administração Interna do XIV Governo Constitucional, Nuno Severiano Teixeira, e depois, da Presidência Portuguesa da Organização de Segurança e Cooperação na Europa-OSCE; a segunda entre 2010 e 2013, para ser assessora de imprensa Provedor de Justiça de Portugal.

A sua escrita também se estende aos livros: é autora da biografia Marcello Caetano – O Homem que perdeu a Fé, publicada em 2009 pela editora A Esfera dos Livros, da Fotobiografia de Ramalho Eanes e do livro Primeiras-damas do pós 25 de Abril, ambos editados pelo Museu da Presidência da República em 2006. Porém, a sua primeira aventura na literatura começaria ainda nos tempos de aluna da NOVA FCSH, em 1985, com o livro para crianças A Avestruz com Rodas. Repetiria a proeza em 1998 com Segredos do Dinheiro de Papel no âmbito da comemoração dos 25 anos do Expresso.

2018-10-22 18:55
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