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Prémio de Investigação Colaborativa

Vincent Debut, investigador do INET-md, vence distinção atribuída pela NOVA e Santander Totta com um projeto que visa reconstituir o som original dos carrilhões de Mafra.

Definir o comportamento vibratório e respetiva afinação do carrilhão de Mafra, um impressionante conjunto de 102 sinos que se apresentam como os dois maiores do século XVIII sobreviventes na Europa, é o objetivo do projeto de investigação liderado por Vincent Debut, agora distinguido com o Prémio de Investigação Colaborativa Santander Totta/Universidade NOVA de Lisboa. A iniciativa, que resulta de uma parceria entre o INET-md e o CENIMAT/I3N, respetivamente unidades de investigação da FCSH/NOVA e da FCT/NOVA, tem como “objetivo final contribuir para a preservação desta importante herança cultural beneficiando dos avanços científicos de duas áreas que raramente se cruzam, as Ciências dos Materiais e a Acústica”, lê-se no resumo entregue ao júri.

Tal como o regulamento do Prémio obriga, o projeto integra dois grupos da NOVA com atividades de investigação complementares no âmbito do projeto: a equipa liderada por Vincent Debut (INET-md) possui vasta experiência nas áreas das Vibrações e Acústica, em particular na compreensão dos fenómenos físicos que dão origens aos sons musicais, enquanto o grupo dirigido por Rui Silva (CENIMAT/I3N, FCT) contribui com uma vasta experiência nas áreas dos materiais, especificamente em técnicas de análise elementar e microestructural.

De acordo com a equipa de investigação, “baseado em técnicas de análise da física e das engenharias, o projeto permitirá determinar as composições elementares e microestruturais das ligas metálicas, bem como descrever com precisão a geometria, o comportamento vibratório e respetiva afinação de cada sino”. Tal irá permitir aprofundar “a compreensão das técnicas de fundição da época, nomeadamente ao nível das ligas de bronze, perfis e afinação utilizados pelos dois fundidores que produziram estes carrilhões”, tornando possível a “reconstrução virtual dos sons de um instrumento musical histórico”, sustentam os investigadores.

O Prémio de Investigação Colaborativa Santander Totta/Universidade NOVA de Lisboa visa distinguir Projectos de Investigação a desenvolver por Investigadores Juniores da NOVA de natureza interdisciplinar que envolvam pelo menos duas Unidades Orgânicas da Universidade, sendo considerado Investigador Júnior aquele(a) que cumprir os requisitos definidos pelo European Research Council para atribuição de Starting Grants ou Consolidator Grants. Ao Prémio corresponde um montante monetário de 25 mil euros.

A distinção foi entregue à equipa de investigação no dia 2 de junho, no Palácio Nacional de Mafra.

Conheça o CV de Vicent Debut

Veja o ‘abstract’ do projeto vencedor

2016-06-02 14:35
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