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Última Lição de Diogo Pires Aurélio

“Imagens sem modelo. Figurações do povo na democracia representativa” foi o tema da última aula do Docente do Departamento de Filosofia. Veja as fotos!

No dia 28 de setembro, Diogo Pires Aurélio, docente da NOVA FCSH entre 1982 e 2016, proferiu a sua Última Lição numa sessão de homenagem que celebrou a sua extensa e extraordinária carreira. Atualmente Professor Associado do Departamento de Filosofia, ao longo da sua vida profissional distinguiu-se também como Diretor de Informação da RDP (1979-1980), Presidente da Comissão Nacional da UNESCO (1998-2002), e Diretor da Biblioteca Nacional (2002-2005).

Veja as fotos da Última Lição

O tema da sua Última Lição, que teve apresentação introdutória de André Santos Campos, investigador do IFILNOVA, foi Imagens sem modelo. Figurações do povo na democracia representativa. A aula abordou “o paradoxo inerente à democracia representativa e à própria ideia de soberania popular, o qual consiste no facto de essa representação, por um lado, ser condição de possibilidade de toda a ação verdadeiramente política e, por outro, remeter para algo de inteiramente ficcional, sem qualquer consistência do ponto de vista ontológico”, afirmou o docente. Essa análise teve como ponto de partida “algumas das imagens em que o povo tem sido representado na arte moderna e contemporânea – Waclav Hollar, Delacroix, Pelliza da Volpedo, Rivera, etc”.

Diogo Pires Aurélio licenciou-se em Filosofia na Universidade de Lisboa em 1972, ano em que saiu de Portugal e obteve o estatuto de refugiado político da ONU, vivendo em Bruxelas até regressar a Portugal em 1974. Completou depois, em 1982, a parte letiva do mestrado em Filosofia na NOVA FCSH, escola onde se doutorou em Filosofia Moderna sob a orientação de Fernando Gil, e fez a agregação em Filosofia Moral e Política. Possui igualmente certificados de formação em Gestão IBM - Internacional Bussiness Marketing (PEDIP) e em Desenvolvimento de Estratégias Organizacionais (INA).

Foi professor na Faculdade de 1982 a 2016, membro do corpo docente do Departamento de Filosofia, onde lecionou Filosofia Política (que veio a ser o seu principal domínio de investigação), além de disciplinas como Filosofia do Direito, Filosofia do Conhecimento e Filosofia Moderna. Durante vários anos lecionou também no Departamento de Ciências da Comunicação e, mais tarde, no Departamento de Estudos Políticos.

Pertenceu ao Conselho Consultivo da Biblioteca da Faculdade e foi membro da Comissão Pedagógica, coordenador da Licenciatura e, por dois mandatos, coordenador executivo do Departamento de Filosofia. No capítulo da investigação, Diogo Aurélio foi membro fundador do Gabinete de Filosofia do Conhecimento, pertenceu depois ao IFILNOVA e é atualmente membro do IPRI.

Tem lecionado cursos em várias universidades, nacionais e estrangeiras, designadamente na Universidade Católica Portuguesa, na Universidade de Santiago de Compostela, na Università degli Studi di Bologna, na USP (São Paulo) e na Federal Fluminense (Rio de Janeiro).

Durante a sua carreira publicou vários livros, dos quais se destacam: A Herança de Hölderlin (poesia), O Próprio dizer (estudos literários), Um fio de nada. Ensaio sobre a tolerância (Lisboa, 1996; São Paulo, 1910), A vontade de sistema (Lisboa, 1997), Imaginação e Poder. Estudo sobre a Filosofia Política de Espinosa (Lisboa, 2001), Razão e violência (Lisboa, 2007), Maquiavel & Herdeiros (2012), O mais natural dos regimes. Espinosa e a democracia (2014).

Entre 1974 e 1987, foi redator dos jornais República e Jornal Novo, editorialista do Diário de Notícias, colaborador e crítico literário do Expresso, colaborador da RTP, diretor de informação da RDP. Ainda no domínio da Comunicação Social foi Provedor do Leitor do Diário de Notícias, membro fundador do Clube Português de Imprensa, presidente (substituto) do Sindicato dos Jornalistas e vogal da direção da Association of European Journalists.

 

Prémios, condecorações e cargos

1979-1980 - Diretor de informação da RDP

1989-1995 - Administrador da INCM

1998-2002 - Presidente da Comissão Nacional da UNESCO

2002-2005 - Diretor da Biblioteca Nacional

2004 - Grande Benfeitor do Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro

2009 – Prémio de Tradução Científica e Técnica da União Latina/Fundação para a Ciência e Tecnologia

2009 - Menção Honrosa do Prémio de Tradução Científica e Técnica da União Latina/Fundação para a Ciência e Tecnologia

2006-2016 - Consultor da Presidência da República para os Assuntos Culturais

2016 - Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (15 de Janeiro). Desempenho de cargos públicos

Prestou igualmente serviços de consultoria ao Ministério da Educação, à Fundação Gulbenkian (Serviço de Educação e Bolsas) e ao Banco Santander Totta (membro do júri do Prémio Científico e bolsas do Programa Universitário Casa da América Latina/Santander Totta).

2017-09-25 11:15
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