
Quando elas escrevem – Falas encravadas para uma revolução
Nos dias 3 e 4 de abril a NOVA FCSH (Auditório B1) recebe o Colóquio Internacional ‘Quando elas escrevem – Falas encravadas para uma revolução’.
“Esta é a força da escrita aqui – ser escrita e ser escrita e ser escrita e ter que ser lida aqui.” – diz Maria Velho da Costa num texto publicado em 1972, no Suplemento Literário do Jornal República, levantando a voz em nome de todas. Esta é a força das mulheres de escrever aqui e agora e exigir que o aqui e agora sejam lidos no agora e não depois. Contra uma passividade imposta, em nome de todas, mas também para todos, as mulheres escritoras, desde uma margem da história que importa pensar, resistiram ao regime salazarista de maneira ativa, contribuindo assim não só para o advento da revolução como também para a emancipação das “subjetividades femininas”.
Este encontro pretende promover uma discussão alargada sobre as obras de escritoras que ousaram falar e “levantaram a grimpa contra os costumes”, que escreveram sobre assuntos pretensamente indecorosos, protagonizando, acima de tudo, uma revolução literária no século XX.
No dia 4 de abril, às 19h, na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa – Campus de Campolide, terá lugar a peça de teatro “A Terça Casa”, a partir de Casas Pardas de Maria Velho da Costa. Com encenação de Sérgio das Neves, de alunas/os da NOVA FCSH e do Grupo de Teatro Correcto.
O colóquio é organizado pelo IELT, com a colaboração do CRILUS, Études Romanes, da Universidade de Paris Nanterre, e da I Cátedra Internacional José Saramago, da Universidade de Vigo.
A entrada é livre. Programa do encontro aqui.
Consulte o livro de resumos.